Culturalmente a maioria das pessoas procura um terapéuta por intermédio de uma referencia conhecida. Isto permite-nos um sentimento de fiabilidade, no entanto se não sabemos a quem perguntar, ou se quisermos seguir a nossa própria intuição, então quais serão os factores a considerar nesta decisão?

Confiança na relação

Obviamente o grau de aptidão do Terapeuta, é importante mas talvez mais importante de tudo é a qualidade da relação que se cria com o terapeuta. O terapeuta/psicólogo mais experiente e estudado não serve de muito se não souber criar uma relação empatica com o seu cliente. O espaço terapêutico é c0-criado entre terapeuta e cliente por isso deverá sempre procurar uma pessoa com quem se sente confortável e que inspire confiança. As vezes só pode realmente saber depois de experimentar e talvez a decisão cabe em experimentar uma sessão com vários terapeutas para ter noções de comparação escolha.

Tipo de profissional e abordagem

No campo dos cuidados psicológicos existem tantos títulos profissionais por onde escolher: o psiquiatra, o psicólogo, o psicólogo clinico, o psicoterapeuta, ou conselheiro terapêutico (counsellor).  Entendendo as diferenças de cada, a escolha pode ter mais nuances se quisermos perceber o modelo ou abordagem psicológica de tratamento que o terapeuta segue. Tendo algum interesse e preferências pessoais, pode procurar um terapeuta que siga uma filosofia congruente com a sua visão de ser.  A razão que lhe traz a terapia também pode ter impacto sobre a metodologia apropriada, já que algumas questões poderão estar mais ligadas ao passado etc.  No meu ver, um terapeuta que saiba encaixar uma visão integrativa de várias escolas de pensamento poderá melhor servir o cliente no seu todo.

Conduta profissional

Em Portugal embora existe a Ordem dos psicólogos criado á poucos anos, infelizmente ainda não existe uma entidade única reguladora da profissão de Psicoterapia como existe noutros países Europeus. A Ordem regula psicólogos, mas não Psicoterapeutas. Existem diferenças, assim deveremos sempre avaliar a conduta profissional do terapeuta em questão. O ser membro duma associação reguladora da profissão de psicoterapia ou determinada abordagem terapêutica dentro ou fora de Portugal é uma referencia útil na avaliação da conduta ética do profissional. Existem assim um conjunto de princípios éticos que todos terapeutas deverão seguir.  De modo geral falamos de promover no cliente: a fiabilidade, o bem-estar, a autonomia, a justiça, a não malificiencia, o direito ao espaço terapeutico e o auto-respeito. Se percebermos intuitivamente que tal não é feito, deveremos interromper a terapia ou abordar o Terapeuta directamente.

Supervisão

Outra questão a considerar é se o profissional tem um supervisor. Este será um terapeuta nomeado e mais experiente com quem discute e desenvolve o trabalho de forma a garantir o apoio dobrado ao cliente. Todos profissionais de psicoterapia deverão frequentar regularmente a supervisão de forma a garantir a qualidade do seu trabalho a continuação do seu desenvolvimento ecléctico, tanto por este meio ou por formação continua.

De resto devemos, confiar e por a mão em Deus ou no Universo. Nestas matérias rapidamente aprendemos que a é uma qualidade inestimável, então quando temos em nos próprios, podemos vencer os maiores desafios.

Bem haja